
Pedi a Papai Noel uma bola de cristal no Natal que passou, mas o trenó dele passou bem longe daqui. Prefiro acreditar que ele perdeu minha carta, ou que ela nem tenha chegado ao Pólo Norte, desviada por um agente do correio que não sabe bem o sentido do norte ou do sul. De repente ela foi parar no Pólo Sul, na mão [ou na asa] de algum pinguim analfabeto, mas tudo bem. Prefiro assim. Já me bastam as frustrações na vida real. É que eu não sei o que tem do lado de lá do ano que vai começar. E eu queria saber, juro. Só pra tentar tricotar um novo caminho baseado em alguma certeza, já que todas, até agora, foram vãs.