
Droga! Eu te quis, sabia? Muito. Te quis ao meu lado, lindo, cheiroso, meu, só meu, e li no seu olhar essa posse dia após dia. De minha parte, não duvide: me dei por inteiro, e ainda pedi empréstimo ao infinito pra poder te fazer o homem mais feliz do mundo. Eu quis seu sorriso açucarado, sua voz quente no meu ouvido, sua mão forte na minha nuca, sua língua no lugar certo. Quis velar teu sono outras vezes mais e cantar nossa música olhando dentro da tua pupila madrugada adentro. Quis amanhecer várias outras manhãs com você deitado ao meu lado e ouvir tua voz dengosa ao meio-dia pelo celular. Eu quis viver pra sempre com você, e quis esquecer que "o pra sempre sempre acaba". Quis tudo isso como quem não faz outra coisa além de querer. Como quem faz do 'querer' um verbo universal. Ainda quero. Minha alma ainda te pede. Meu corpo? Ah, esse te implora... Mas quando teu coração te liga no meio da noite e diz: 'preciso conversar sério com você', é prudente ouvir. Dá frio na barriga, tu dá aquela engolida seca, tenta fugir, sumir: meu Deus, lá vem ele de novo! E aí, meu bem, se ele te conta que já não guarda mais tantas certezas acerca de algumas coisinhas, digamos, básicas, pra te manter nessa andança de saudade rumo ao 'seja o que Deus quiser', muda tudo. Agora, que seja como você mesmo quis. E como eu estou passando a querer.
╰☆╮ Mari Teixeira ╰☆╮