
"Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente (...): preciso de todos." (Carlos Drummond de Andrade)
quarta-feira, novembro 26, 2008
Ostra feliz não faz pérola

domingo, novembro 23, 2008
Faz parte...
A morbidez me irrita, me deprime. Os extremos das emoções é que fazem a vida valer a pena. Aquela noite passada em claro em meio à lágrimas, aquela explosão da aprovação no vestibular, a depressão pelo término do namoro e a alegria de ter dado a volta por cima, a febre e o delírio, o grito e a dor, a gargalhada de doer a barriga, os banhos de chuva, as paixões enloquecedoras, dignas de fazerem perder a cabeça, tudo isso é que faz a vida valer a pena. Sofrer faz parte, chorar faz parte, achar que vai morrer de tanta dor também faz parte, levar um fora, idem... decepcionar-se faz parte, rir de si mesmo também... arrepender-se... principalmente! Cair faz parte (é fundamental... só assim a gente consegue exercitar a musculatura que nos impulsiona a levantar, sacudir a poeira e, enfim, dar a volta por cima). Enlouquecer às vezes é bom; fugir um pouco do padrão de normalidade; se submeter a determinadas sensações e sentimentos. E fazer valer a pena. Mas, se mesmo achando que ia valer, não valeu, não faz mal; porque tudo passa, sabe? E depois que passa, o mais legal é a gente rir e concluir que, apesar de todos os pesares, apesar da gente ter achado que não valeu a pena, a vida grita o contrário, grita que valeu sim, e muito, porque, embora pareça que em alguns momentos ela se contradiz, isso não é verdade; ela só quer nos ensinar a viver de verdade.
Paz e bem!
Mary
sábado, novembro 22, 2008
Feliz Dia do Músico!!!

Já parou pra pensar no porquê de Deus ter nos feito musicistas? Ter nos dotado de um dom singular, riquíssimo, lindo e que demanda tantas outras consequências, como a sensibilidade e a vulnerabilidade um pouco exageradas? Deus nos fez sensíveis a fim de poder percebermos a necessidade do outro, desvelada em algumas emoções introspectivas. Infeliz (ou felizmente, não sei), a vulnerabilidade vem por tabela, porque quando nos desdobramos a fim de abstrair a alma do outro, acabamos expondo a nossa. Por isso a maioria dos músicos são assim: ora melancólicos, ora palhaços, ora poetas, ora silenciosos, sempre transbordantes e, porque não dizer, tantas vezes loucos! Por isso essa emoção à flor da pele, esse pavio curto, esse riso fora da hora, esse choro sem quê sem pra quê...
Eu me descobri musicista quando percebi que a música entrava e ressoava de forma diferente em mim. Nem sei explicar direito. Dentro de mim as ondas sonoras tomam cor e textura, e se entranham na minha carne de forma que, no meio da canção por mim ouvida ou interpretada, já não sou um corpo sozinho, mas um corpo musicado, sonoro; e ao final da execução, carrego comigo cada nota, cada tom, cada dissonância e toda ressonância da melodia, que na verdade, fica agora como parte de mim. Pra sempre.
terça-feira, novembro 18, 2008
Eu vou pra final...

domingo, novembro 16, 2008
Interesse

quarta-feira, novembro 12, 2008
... pra (quase) sempre!

sábado, novembro 08, 2008
Meu querido blog...

sexta-feira, novembro 07, 2008
Por que eu sou assim?
domingo, novembro 02, 2008
Já não se fazem mais homens como antigamente...
